PSICOTERAPIA
HOMEOPATIA
MEDICINA SOMA-ETÉRICA
 
LIBERDADE

"Estamos todos condenados à liberdade". (Jean Paul Sartre)

        A liberdade costumeiramente é vista com simpatia e considerada importante para a nossa felicidade. É associada, especialmente em peças de propaganda, à juventude e ao viver intensamente. Por isto deve causar espanto a frase do filósofo existencialista francês. Condenados? Liberdade é um castigo? Sartre se refere à nossa inegável capacidade de forjarmos o nosso destino, quer o façamos ou não.
        Como é fácil justificarmos nossas frustrações através da “terceirização” da responsabilidade. É a minha esposa que não me compreende, o governo que faz tudo errado, o vizinho que tira a minha paz, etc. Tudo fora do nosso raio de ação. Estamos impotentes e vitimizados pelo mundo hostil que nos cerca.
        Por outro lado podemos pegar para nós a responsabilidade de tudo que acontece em nossas vidas. Não posso mudar os fatos, mas posso escolher o que sinto em relação a eles. Torno-me responsável pela minha felicidade ou pela minha dor.
Pensar diferente disto é se entregar aos automatismos não conscientes que regem a vida de muitas pessoas. É agir cegamente e de modo infantil, buscando sempre o prazer imediato, custe o que custar. É um tipo de escolha, sem sombra de dúvida.
        Viver com responsabilidade é exercer a nossa liberdade a todo o momento, criando novas realidades para si mesmo, ainda que esta sensação não seja partilhada pelos que nos cercam. Viver centrado em nossa necessidade interna, clara e cristalina em nossa mente.
        Mudar o padrão de comportamento e sentimento é uma escolha baseada em nossas experiências de vida e negar-se a assumir esta posição nos deixa a deriva e distantes de um aspecto fundamental da nossa natureza: o nosso direito à liberdade.
        Justo lembrar a grande resistência que a sociedade exerce sobre os indivíduos mais criativos e menos resignados com a massificação dos desejos e seus objetos óbvios. Estas pessoas, criadoras de seu próprio mundo, negam-se a partilhar dos hábitos socialmente esperados e possuem a coragem de assumir escolhas próprias, enfrentando incompreensão e, muitas vezes, desprezo. Fazer o que? Muitas vezes este é o preço de sermos livres.
        Reveja seus condicionamentos e, mesmo com esforço, acesse seus verdadeiros desejos e tenha a audácia de realizá-los. Sentirá um prazer incomparável.